quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Pequenas Poesias

A poesia é um suave defeito
do amor mais perfeito
que ousou me tocar
o poeta é concreto esculpido
é um corpo banido
de um lugar ideal
aquele amor é fonte esgotada
sem uma gota, nem nada
secando o suor
o leque aberto no vento
soprando o tormento
um sorriso menor
lembranças da velha batalha
do frio sem casaco
nas noites de frio
olhar que transborda a verdade
uma felicidade, uma dose de gin
hoje os lares de portas fechadas
luzes apagadas
a metade de mim....

Danilo Pinoti

Pequenas Poesias

Preso dentro da estação
de um trem que não vem
assinando papéis sem ser lidos
subindo as escadas com o corpo molhado
bebendo um copo de água barrenta
um sorriso sem graça
um cigarro sem filtro
madrugada vazia
eram tantas as flores, tantas cores
sem cor nem perfume
onde o sol delirante
me fazia promessas
pomares gigantes e escorregadios
brisa de um mar sem ondas
não quero pensar
só dormir pra acordar
mais tranquilo deste sonho
sem fim....

Danilo Pinoti

segunda-feira, 29 de outubro de 2012



Universo mágico
constante e real
forma de amor pela arte
parte do nosso imaginário
trás a criança perdida
no inconsciente escondido
brotando em nós o brilho
e a luz de um sorriso
um simples despertar
Universo de cores gigantes
de olhares brilhantes
união, garra, determinação
palavras que definem esse universo
em ação....

Danilo Pinoti

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Pequenas Poesias

O simples fato que não ter sentido
é abstrato de um só desejo
mãos frias e olhos vermelhos
pronto pra qualquer escolha
calafrios e sensações estranhas
medos de qualquer sorriso
te vi no espelho da minha ousadia
na escuridão do meu desespero alheio
suor correndo em minhas mãos abertas
eu confundi com algo verdadeiro
antes eu sofria sem saber direito
hoje eu nem me importo com o que é perfeito
somos o retrato da vida escondida
assim revelada no imenso vazio...

Danilo Pinoti



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Pequenas Poesias

Neste instante eu desejo
os seus beijos
os mesmos que me fazem voltar
sinto meu novo desejo
de me juntar nos teus sonhos
e nos deixar repousar...

Danilo Pinoti




Pequenas Poesias

Daqui de dentro de mim
semeando tempestades
buscando inúmeras razões
pra o incerto ter sentido
um cheiro de antiga vitória
do laço de eterna saudade
não penso em nada além
do que outrora me sugava
a alma sem falsas pretensões
os pés descalços pisando em vidros
sangrando o entardecer mal resolvido
de tão poucas horas em vão
volto ao meu eu, e fora de mim
me convenço que o resto
tem som sofrido de música sem fim...

Danilo Pinoti



sábado, 16 de junho de 2012

Pequenas Poesias

O que o amor desperta
transforma o sentimento,
ilude o que é abstrato
e alimenta o irreal
sentimento de medo constante
misturado com ansiedade
um sorriso desbravante
um olhar que tudo invade
o que o amor desperta
tem a ver com desejo e intensão
pele, alma, desejo e tesão
e o que de longe era apenas sonho
hoje é mais que eu imaginei
é quando um livro se fecha
e abre um que eu nunca esperei...

Danilo Pinoti




domingo, 6 de maio de 2012

Sonhos


Antiquados

PARA QUEM NASCEU ANTES DE 1980
 Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro (aqueles que tinham a sorte de
ter um...) sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo
de tampinha especial...
A gente bebia da torneira e nem conhecia água engarrafada!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de
rolemã... A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até
que déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore... E depois de muitos
acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS...
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais
às vezes não sabiam exatamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos
em perigo.
Não existiam os celulares! Incrível...
A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes
moles dos tombos? Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de
moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado.
Você lembra destes incidentes? Janelas quebradas, jardins destruídos, as
bolas que caíam no terreno do vizinho...
Existiam  as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos
machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das
vezes, nem mesmo nossos pais vinham a ficar sabendo...
A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso...
No máximo, um gordinho saudável...
A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja
escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo... Não tinha TV à cabo, nem
videocassete, nem Computador, nem Internet...
Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou à pé. Íamos à casa dos amigos (sem precisar
ligar antes avisando), tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos...
Sozinhos num mundo frio e cruel! Sem nenhum controle! Como sobrevivemos?
Inventávamos jogos... com pedras, feijões ou cartas...
Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos,
mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que
refazer a segunda série... Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano,
mesmo não passando... As professoras eram insuportáveis!
Não davam moleza...
Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado, mastigar chicletes na
classe, mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no
recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho...
As nossas iniciativas eram "nossas", mas as conseqüências também!
Ninguém se escondia atrás do outro... Os nossos pais eram sempre do lado da
Lei quando transgredíamos a regras!
Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e
incrivelmente nenhum deles foi preso por isso!
Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "NÃO".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes
que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca
por culpa...
Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos
tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos
"solucionadores" de problemas...
Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações,
tendências...
Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões,
mastínhamos muita responsabilidade... E não é que aprendemos a resolver
tudo? Sozinhos...
Se você é um destes sobreviventes...
Parabéns... Você viveu a vida!

Autor desconhecido

domingo, 29 de abril de 2012

Sinceridade (grandes autores)


"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal."
 Oscar Wilde

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pequenas Poesias


Pó brilhante que alucina
pó que brilha em tanta esquina
deixe em paz minha menina
que ela nem ouviu falar
hoje aqui desta janela
neste instante, meia tela
pobre linda cinderela
sem sapatos vi dançar
ela andava acelerada
sem ter rumo, pensando em nada
sonho era apenas a esquina encantada
que de encanto era só fachada
sem luz, sem brilho, sem nada...

Danilo Pinoti


quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher

Mulher de infinita beleza
doce pitada de fel
olhar de utopia constante
seus sonhos por traz deste véu
Mulher que se esconde em segredo
que nunca se deixa encontrar
me deixe invadir os teus olhos
quem sabe eu consiga te achar
Mulher de palavras doces
de humor ácido e sagaz
do sorriso mais sincero
e tantas lembranças mais
Mulher que invade o nosso mundo
na velocidade do segundo
impossível não se apaixonar
Mulher, veneno de intimidar serpente
faz do momento o lugar mais quente
e deixe-nos participar...

Danilo Pinoti








Memórias...

Foi o tempo
e o momento se fez aurora
em nosso instante escancarado
seu curto tempo embora
conto cada segundo
cada memória do nosso mundo
eu, você e outrora...

Danilo Pinoti

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pequenas Intenções Introvertidas

Calma tênue e silenciosa
velhos poços abertos em ruas desertas
luz sombria e o cheiro da cidade invadida
nos meus sinceros votos de feliz para sempre
eu vi passar um vulto cheio de más intenções
e a casa que permanecia quase iluminada
só se ouvia o o ranger da velha escada
e dos passos de quem não se via
calma, tênue e silenciosa vida...

Danilo Pinoti





Pequenas Poesias

Hoje não quero mais perguntas
cabe a mim agradecer
por tudo que me foi dado
até o momento de te rever
a paciência é uma arte
que poucos sabem entender
forte é o vento que empurra a porta
do velho estaleiro e me devolve você...

Danilo Pinoti

Os Antiquados


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pequenas Poesias

Hoje quando acordo
consigo acreditar em um novo dia
mesmo sendo breve
eu ouço a intenção da melodia
todos juntos podemos mudar
e acreditar em um mundo diferente
tantas coisas acontecem sem explicação
e quase sempre prevalece o não
guerras frias, sem sentido
com armas ou não
guerras sujas, sem razão
plantadas na mente da nação
eu quero é paz, eu quero é mais
quero o simples despertar da imensidão...

Danilo Pinoti


Small Poems


I am part of something new
something that can not be predicted
all my fault
and my defects
my desires more intense
fears and confusions
excerpts from a simple book
written without illusion ...

Danilo Pinoti

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pequenas Poesias

Vem vindo o meu corpo
e com ele meu vício de amar
cheio de graça, traindo a mim mesmo
sem comprimidos e sem cura
eu me permito aceitar
flores brotadas do ventre
que desabrocham de sementes secas
e verdades sentidas...

Danilo Pinoti

Pequenas Poesias

Não sou vilão de uma guerra fria
nem covarde encostado em balcão
um calvário ou cenário perdido
ator da minha própria ilusão
Não vomito falso moralismo
ou segredos de outra ocasião
neste encontro ainda meio perdido
peço um balsamo pra minha aflição
exausto eu entrego a corrida
e finda minha breve missão
meu laço de nó sem sentido
meu corpo pedindo silêncio
e o tempo trazendo trovão...

Danilo Pinoti

sábado, 7 de janeiro de 2012

Pequenas Poesias

Vivo pensando na vida
em tudo que ela me deu
e ainda pode me dar
penso na vitória contínua
no que eu posso conquistar
nos amores que um dia 
eu tive e tudo que ainda
ei de amar
as idas e vindas da história
são como as ondas do mar
levam o passado pra longe
e devolve um futuro pra sonhar...

Danilo Pinoti

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pequenas Poesias

Hoje eu devoro meus pecados e tomo uma dose de tempestade no silêncio eu me encontro e me perco no caos da cidade e nunca se sabe enfim qual a direção certa a seguir o poder é uma ilusão e a primavera é o despertar venha chuva enquanto é tempo e traga o resto de piedade que ainda falta  traga o resto de mim... Danilo Pinoti