terça-feira, 10 de maio de 2011

Pequenas Poesias

Pequenas Poesias

Queria esquecer do mundo
na velocidade do segundo
uma vez entendido o medo
deixa de ser segredo
Passa a ser diversão 
olhos de olhar sentença 
prepara a vingança certa
e tenta não se descontrolar
minha vontade nem é pecado
nem faz sujeira ou discorda em partes
sou som de pedra 
e carrego um certo pudor
sou o suor da febre
que escorre o rosto ardente
e morre na boca do pecador...

Danilo Pinoti

sábado, 7 de maio de 2011

Pequenas Poesias

As coisas se perderam
o mundo revelou o seu segredo
as guerras sempre comandaram
e o medo era real
a burguesia comanda o relógio
na hora certa dos discursos medíocres
a morte apresenta as armas
para os fracos e oprimidos
sem identidade, sem compromisso
o real se torna pequeno
faz parte da evolução regada a fel
as cartas mostram suas ordens
e fica sendo abstrata a opinião
flor pra que?
se a bala é mais veloz
mas não atinge a impunidade
vamos fingir que não é real
e viver na nossa história
construídas com mentiras
veneno de adormecer...

Danilo Pinoti

Pequenas Poesias

Me perco na sua presença
perco o medo de me apaixonar
me reforço e me torno um guerreiro
luto contra quem quer me deixar
sou poeta da velha marinha
do sereno da beira do mar
suas frases me levam a deriva
te encontro e me deixo levar
antes fosse a singela cantiga
do menino que gosta de ousar
tamanha a minha vontade
que te sinto sem antes pensar
velha estrada de terra batida
que passa descalça e permite me usar
quem sou eu que não tenho esperança
nesse mundo que falta lugar...

Danilo Pinoti