domingo, 29 de agosto de 2010

Pequenas Poesias

Belos são seus olhos
que encantam
branco seu sorriso
que me testa
e  acorda os poetas
doce deve ser o gosto
de mistério proibido
sem breves intervalos
a distância seca a vontade
que transborda
e a loucura cega a visão
no próximo segundo...

Danilo Pinoti

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Solidão Necessária

O que falta acontecer agora?
Meus sentimentos estão todos virando pó
Minhas lembranças estão se anulando em minha cabeça
O ralo levou a água que lavou meu corpo
E com ela tudo se foi
Medos... Desejos... Nada restou
O desgaste da mente incomoda e provoca calafrios
Os pensamentos são apenas palavras soltas
Fumaça que sai das poucas cinzas que restaram
O fim é contraditório
Minutos que podem mudar o destino
A cena se repete e o menino volta ao circo
E refaz seus argumentos
No fundo deste poço existem milhares de pedras
E nelas contém o segredo que revela seus medos
É a solidão necessária que me engole aos pedaços
E me transforma em fragmentos de recordações
Becos de enorme ilusão
Em Poeta... Em amigo... Em lição...

Danilo Pinoti

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pequenas Poesias

Estou cheio das cédulas e comprimidos
que vazam dos cofres públicos
mentiras escandalosas
do berço da bondade
da falta de caridade
dos fracos e oprimidos
dos gritos em noites sem luar
do amor que ignora a solidão
do frio da alma
da falta de calma
da alegria que a palma da mão produz
do sentido de andar sempre na direção da luz...

Danilo Pinoti

Pequenas Poesias

Passa no fino fio da minha loucura
Um desejo sem rumo
Uma parte de mim quer ser eu
E a outra sei lá quem pode ser
Noites sem sono
Céu sem estrelas
Dias sem nuvens
Palavras que rolam sem sentido
Lagrimas de alguém
O lugar é frio e sem cor
Está marcada com ferro
Estampada em rostos escuros
Rasgo as palavras e os pedidos
E te encontro no dia marcado...

Danilo Pinoti






terça-feira, 17 de agosto de 2010

Novos Contos Curtos

Sem aviso a tempestade chega e a cidade toda se aproxima dos pecados que os tolos temem. As promessas e os hinos tocados pelos servos e solistas, louca a tarde que ali vadia, não pergunte o que com certeza será respondido.
A pequena parecia bem cansada e tentou se apresentar:
  - faço parte da bancada e queria lhe falar, dos meus dias e do meu medo de sonhar...
Quer mais um trago do veneno?
  - Se for por mim, sim por favor!
Então tome um gole e sinta seu gosto.
  - Tem um sabor delicado, mas um fundinho que amarra a boca.
Feche os olhos e pense no seu sorriso que a face se esforça pra esconder, lembre-se da sensação de estar aqui.
  - Acabo de sentir o gosto se esvair da saliva.
Grato por ter me servido da visão que acabo de ter, preciso partir e acalmar o que a de ser.
  - Gostei do que me fez sentir, gostei de ti, leve contigo meu pingente de São Jerônimo que a proteção lhe será bem vinda. Adeus
  - Até breve é o meu adeus sentido...

Danilo Pinoti




Pensamentos Vagos

A falsa moral é engolida pela sociedade...

Pequenas Poesias

A sombra que persegue o corpo
Que para e movimenta de novo
Das listras que  a vida te deu
Os frascos que transportam lagrimas
Feito pacotes de balas sem cor
Cor que percorre o seu interior
E comanda a mente pra longe do abismo
Já que o pedaço do fogo apagou
Deixando claro que as brasas
Se curam após queimar para esquentar seu amor...

Danilo Pinoti

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pequenas Poesias

Que gente louca é essa?
Que se espremem no canto
Que decide o espanto
E comemora o nascer
Jamais havia sonhado
Com tamanha devoção
Seus olhos que costumam ver
Os recados que vem pra você
Do peito que aperta ao sair
Aos sopros que entende
Mas tenta fugir...

Danilo Pinoti

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Pequenas Poesias

Que parte que o lado tem
Que me inspira a andar grudado
Poucas partes que me restam
Jogo fora deste barco
Quando o perfume chega no lago
É sinal que tudo será alagado
Clipes, formulas e comprimidos
Doses, tragos e alguns trocados
A paixão que vem como uma história
Fatos em pensamentos
Fotos e braços dados...

Danilo Pinoti