sexta-feira, 31 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Pensando no pouco que sei
sentindo o pouco que vi
somente meia face do seu rosto
me tirou o sentido
Penso no pouco que é certo
e nos corpos vazios
Penso nas frases corretas e nos dias perfeitos
embarco nas suas palavras e mato a sede
nas suas aventuras
Perco o medo do amanhã e me entrego ao elo virtual
das minhas loucuras incertas
é bom me envolver nos seus moldes e saber suas rimas.

Danilo Pinoti

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Toda vez que eu te vejo
nos lugares te desejo
e não basta uma imagem
um poema, que viagem
ficar aqui sozinho olhando a noite se acabar
o mundo conhece o segredo
e eu não tenho medo de me aventurar
todo dia eu me lembro
do dia que eu te conheci
estou aonde o sorriso se esconde
e não quero sair
e mais tarde eu e vejo
sem segredo e sem saída
sem ninguém pra dividir a minha vida.

Danilo Pinoti

Pequenas Poesias

As ruinas estão tortas
nos quadrinhos não tem cores
e nas curvas não em voltas
nem o sol transmite odores
a lua que sempre vinha
hoje já nem da recado
e a chuva que caía
acabou secando o lago
tem algo errado e eu queria entender
mas nesse tempo parado
ninguém vai dizer
carros parados no meio da rua
pessoas imóveis caídas no chão
um sonho imenso perdido no vento
relógio parado na torre central
e a noite negra tão louca e deserta
sempre parece que o dia não vem
as horas passam, os sonhos pecam
os sinos tocam sem ninguém tocar
o tempo parado um sinal do silêncio
uma hora sem vida um possível respeito.

Danilo Pinoti

terça-feira, 21 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Alguém que se perde em seu próprio segredo
Morre de medo de não se encontrar
Perto do abismo do sexto sentido
Algo de novo ainda pode chegar
Lua minguante uma faca entre o sol
Sombras e escuro um desejo de amar
Olhos grudados na tela pintada
Fechos rasgando uma tenda a voar
Cortes fissuras e moldes abertos
Outras palavras no inverso a soar
Forte é o acaso da calma sem ar
Loucos aos montes nos levam a pensar
O que faz tanta falta é simples levar
Sonhos, carinhos, segredos, cantar...

Danilo Pinoti

sábado, 18 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Olhos negros
uma mar  de escuridão
um rio de folhas secas
uma carta escrita a mão
navegando um barco a vela
sem rumo nem direção
sem olhar a sua volta
não enxerga a imensidão
frases feitas em colinas 
dias prontos pra esquecer
uma gota de ousadia 
mais um dia pra viver
quem tem medo como a vida
quem tem vida come o ar
ele nunca teve fome mas precisa respirar.

Danilo Pinoti

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Paz

O que é a paz?
Algo que em palavras fica difícil explicar...mas quando se sente é como uma luz azul quase prata que se fecharmos os olhos e abrirmos o coração fica visível e claro.
É assim que estou me sentindo agora...

Danilo Pinoti

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Ele tinha apenas doze anos quando o vi
tinha os olhos tristes e um passado a lhe seguir
parecia bem pequeno, mas ao mesmo tempo não
resolveu contar a sua estória então
menino...bandido...olhar perdido na lembrança
menino... bandido...uma vida que ninguém deu esperança.
cresceu sabendo que ninguém olhava ao lado
pessoas imóveis em carros importados
sem saber o que se passa
só sabem criticar e fazer graça
e terminou dizendo que dali pra frente
ia olhar com outros olhos
não estava mais doente
só precisava conversar com alguém urgente...
menino...bandido...

Danilo Pinoti

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pequenas Poesias

Veio pra mim como um vento
sentimental movimento
nas quatro paredes do quarto
como uma voz de lamento
é se perder no deserto
e nunca saber se está certo
sentir se pairando no ar
sabendo que pode chegar
subir para o céu em uma escada rolante
descer para o inferno queimando constante
com o que resta de nós

Danilo Pinoti

Em breve!!!!!

Gente!!!
Estou trabalhando muito, mas em breve volto com as pequenas poesias!!!!
bjs